PEE QUE SÃO PROFESSORES/FUNCIONÁRIOS, DEVEM FICAR FORA DO CONSELHO GERAL

O Pai e Encarregado de Educação(PEE), que seja professor ou funcionário no mesmo agrupamento de escolas frequentado pelo seu filho ou educando, não deve ter lugar no Conselho Geral enquanto Representante dos Pais no Conselho Geral ou no Conselho de Turma. Esta duplicação de papéis só interessa aos visados.

  • A forma como são (eleitos)/escolhidos, os Representantes dos PEE para o Conselho Geral, na maioria não cumpre com o estipulado no n. 3 do art. 14, e n. 2 do art. 15 do DL 137/2012 de 2 de julho;
  • Também o problema da eleição dos PEE, nomeadamente a discrepância entre o universo e os votantes, deve ser encarado de frente.

Os PEE, não podem dizer que querem estar mais presentes nas escolas e quando são chamados poucos são os que comparecem. “O Movimento Associativo dos Pais, teve um crescimento e um amadurecimento muito grande nos últimos anos, que agora permite avançar para um aprofundamento e responsabilidade na gestão escolar”.

Sabemos que para um bom desenvolvimento das Crianças, a presença e o suporte afetivo dos PEE é fundamental. Este apoio é especialmente importante ao longo do trajeto pessoal, desde a infância até à fase final da adolescência.

No entanto, sabemos que muitos PEE, lamentam chegar a casa cansados e indisponíveis, enquanto os filhos acham que não vale a pena falar com os mais velhos, pois eles nunca têm tempo. Como conseguirão os PEE, manter os empregos, essenciais para a sobrevivência da família, sem descurar o acompanhamento dos seus filhos?

Ouve-se com muita frequência dizer que os PEE, participam cada vez menos na vida escolar dos seus filhos, remetendo exclusivamente para a escola a tarefa de os educar. Sabemos que é na pré-primária que os PEE, contatam com mais frequência a escola, e que a sua participação diminui à medida que se avança na escolaridade.

Não devemos, no entanto, esquecer que a escola é, também, responsável por este alheamento dos PEE, em relação à escola, já que nem sempre esta os informa claramente, ao mesmo tempo que não mobiliza os PEE da melhor forma.

Contudo, é cada vez maior a convicção que a educação dos jovens é tarefa a ser assumida pelos PEE e professores. Para isso, é necessário que se construam relações frutuosas de cooperação para atingir um objetivo comum: o desenvolvimento integral dos jovens.

É necessário que os PEE, assumam que a sua participação na vida da escola é um direito e um dever!

Além de ser um dever cívico, a participação ativa dos PEE, nas estruturas da escola (Associação de Pais, Conselho de Turma e Conselho Geral) é vista pelos filhos como uma demonstração de empenho e interesse, mesmo pelos alunos mais velhos.

As primeiras reuniões, que se realizam no início do ano letivo, com os diretores de turma, são muito importantes, já que os PEE, deveriam ser informados não só de que modo podem ter conhecimento do processo educativo dos seus filhos, mas também de como se vai desenrolar o processo de representação dos PEE nas estruturas escolares.

É fundamental que a escola e os PEE caminhem de mãos dadas porque o “pai” só triunfará como figura parental se mostrar a sua imperfeição e, sem abdicar das suas convicções, estiver disposto a ouvir e a discutir experiências. Enquanto o professor só terá êxito se efetivamente ouvir os seus alunos e partilhar o saber com estes. Assim, só conseguiremos preparar as Crianças e os Jovens, como cidadãos interventivos e críticos, se formos também críticos e interventivos.