Pouca transparência nos concursos para diretores dos agrupamentos de escola:

O que se verifica é que o processo eleitoral, em ambos os agrupamentos, é marcado pela falta de transparência. Documentos que deveriam ser públicos, não são divulgados, ficando no segredo dos deuses do Conselho Geral, órgão a quem compete organizar o processo e eleger os diretores. Basta comparar os processos eleitorais em Tomar com outro, por exemplo, na Sertã.

No site do agrupamento de escolas da Sertãsão publicadas as convocatórias e os resultados das assembleias eleitorais dos representes do pessoal docente e não docente e as respetivas atas. O mesmo acontece com a eleição do Diretor, em que são publicadas as convocatórias e as atas.

Em Tomar, a informação que é disponibilizada fica-se pelos mínimos. Não são publicadas as convocatórias nem as atas que se referem aos concursos para diretor. No caso do agrupamento Nuno de Santa Maria nem sequer há informação sobre a composição do Conselho Geral, o órgão mais importante. Aliás, não há informação sobre qualquer dos órgãos do agrupamento: Direção, Conselho Geral, Conselho Administrativo e Conselho Pedagógico.

Rui Cardoso
 12 comentários
    • E novidades? Passa-se o mesmo em todas as escolas… Com cobertura do ME. E depois dizem que há democracia nas escolas.

    Gil on 11 de Junho de 2021 at 8:15

      • Mirtha on 11 de Junho de 2021 at 9:15
      • Nem nas escolas, nem em nenhum lado. A pseudo democracia é para os tontos acreditarem… “engaña mozos” como se diz en mi país.

        • Mirtha on 11 de Junho de 2021 at 9:31
        • O outro día, mi marido de cá, me mostrou uma série de sketches humorísticos… Onde aparecem dois atores cantando sobre a bella democracia à moda dos tugas… Então eles diziam/cantavam… “Ai Agostinho, ai Agostinho, anda tudo grosso, andam todos a fazerem pouco de nós… Ai Agostinha, ai Agostinha, vai uma piguinha, este país é um colosso, anda tudo a fazer pouco de nós. Os dois em simultâneo: À direita… À esquerda” A solução não passa por esta pseudo democracia, mas sim acabar com os partidos e passarmos a ter gente íntegra com ideias e práticas que nos represente e nos defenda perante os poderosos $$$, que deixe de governar para ELES.

          • Francisco Silva on 11 de Junho de 2021 at 12:38
          • Quem verifica as habilitações dos candidatos…? Fico-me por aqui…

          O resto compete à IGEC…
          Nota: alegadamente, nem investiga as denúncias…

    • Carneiro amigo, anda tudo ao mesmo… on 11 de Junho de 2021 at 8:35
    • Se fosse só em Tomar… Vejam o caso do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins, em Chaves. 3 candidatos. 2 não tinham formação específica em administração escolar ou educacional e só um é que tinha. Pois bem, primeiro o Conselho Geral admitiu o candidato que, efetivamente, reunia condições para candidatura ao cargo e excluiu os outros 2 . Mas, sabe-se lá porquê(?), voltou com o processo atrás e admitiu os 3 a concurso, obrigando o (único) candidato (que reunia condições) a ter de impugnar o processo. E assim vai este país. Os polícias da educação que investiguem também este caso. Fica aqui feita a denúncia.

    • Falar verdade on 11 de Junho de 2021 at 9:17
    • Isto não é novidade nenhuma. Além de terem a cobertura do ME e respetivas estruturas, quando há recurso ou reclamação em sede de tribunal administrativo, o tribunal decide sempre a favor do ME. Portanto não há transparência nem justiça a funcionar em relação a este procedimento concursal, que de democrático nada tem!

    • Anabela de Pinho on 11 de Junho de 2021 at 9:35
    • O mesmo acontece com o embuste que é a Avaliação de Desempenho Docente. Demo (“demónio “e não “povo”) cearia onde???

    • Artur on 11 de Junho de 2021 at 10:49
    • Isso só tem uma solução, a nomeação de um gestor profissional. Quanto ao resto, denunciem à IGEC.

    • NoSolPosto on 11 de Junho de 2021 at 11:06
    • Como é sabido e Publico houve uma sentença a condenar o CG do Agrupamento de Escolas de São Martinho do Porto. No seu devido tempo foi enviado pelo que sei uma carta dirigida ao IGEC com a sentença incluída. Até à data nada foi feito. Para concluir o CG atual cessa funções um julho, este não teve a hombridade de se demitir e até foi muito célere a publicar um novo concurso para serem os mesmos a decidir. quem garante que neste concurso vão ser imparciais? , è isto que se passa nas nossas escolas que deveriam ser de todos e não o quintal de alguns. Nota: um dos critério de avaliação é ter sido diretor, sub diretor, adjunto ,…. de uma escola pelo menos em um mandato. Significa isto, uma maneira de condicionar outros professores a concorrer, fica-se pela dinastia.

    • Tuga on 11 de Junho de 2021 at 12:03
    • O mesmo acontece com a canalhice que é a Avaliação de Desempenho Não Docente. De avaliação não tem nada, de faz o favor tem tudo!!

    • Até um desatento vê! on 11 de Junho de 2021 at 12:32
    • As escolas são ditaduras. Qual é a transparência nas ditaduras????? O que é que ainda não perceberam???!!! ME, IGEC… são o salazar e a pide do sistema.

    • maria on 11 de Junho de 2021 at 13:07
    • O problema é que qualquer bicho-careta pode ser director num ajuntamento, perdão, agrupameno – de escolas e escolinhas que vai da creche ao liceu! Qualquer um! Desde o “professor” dos trabalhos manuais, ao professor primário dos antigos magistérios, pode ser director, carago!. Os doutores (dr.) afastam-se , envergonhados. Bom fim- de- semana.